terça-feira, 13 de outubro de 2009

Crise de abstinência de nicotina

Conta meu quitômetro que eu não fumo desde 2 de fevereiro deste ano. Meu pulmão foi poupado de 3.049,52 cigarros e não desperdicei 457,42 reais reais.

O quitômetro não sabe que, nesse período de oito meses e uma semana, eu fumei exatos seis cigarros do começo ao fim.

Meia dúzia? Tá certo que são poucos, mas o valor emocional não é irrelevante.

É uma coisa que eu queria esquecer e que nem contei para a programinha que calcula automaticamente como anda meu desempenho não-tabagista, o Quitometro que fica aí do lado direito do blog.

Mas meu coração não consegue esquecer (e o pulmão): da última vez que andei queimando um cigarrinho, queimei dois. Isso foi sexta-feira à noite, foi Free atrás de Free, na porta do trabalho.

Achei que tinha direito, fui burro. O gosto do cigarro dura só dois dias. O pior veio depois.

Digo que fui burro porque voltei à crise de abstinência.

Ando nervoso, guloso e na fissura de cigarro. Acreditem: voltei a sonhar com o cigarro.

Fazia mais de mês. Um, dois, acho que três, saco!

Não fosse a nova lei de proibido fumar, eu tava fumando nas baladinha. Certeza.

Nicotina: a molécula que vicia

Nicotina: a molécula que vicia: "A nicotina é um composto orgânico, e é o principal alcalóide do tabaco. (Alcalóides são compostos orgânicos nitrogenados provindo de plantas, que tem efeitos fisiológicos nos seres humanos). A nicotina está presente em toda a planta do tabaco, mas principalmente nas folhas, correspondendo a 5% em peso da planta. Tanto o tabaco (Nicotiana tabacum) quanto a nicotina foram denominadas por Jean Nicot, um embaixador de Portugal, que enviou sementes de tabaco para Paris, em 1550."

jovem tem overdose de chiclete de nicotina na Grã-Bretanha

BBC Brasil - Notícias - Jovem tem overdose de chiclete de nicotina na Grã-Bretanha

Jovem tem overdose de chiclete de nicotina na Grã-Bretanha

Um adolescente britânico foi internado em um hospital por causa de uma overdose de nicotina depois de ter consumido dezenas de tabletes de chicletes antifumo.

Aiden Williams, de 14 anos, teria mascado entre 30 e 45 tabletes de 2 mg de nicotina em poucos minutos - o equivalente a uma média entre 60 e 90 cigarros, segundo relatos da imprensa britânica.

Ele teria recebido os chicletes de um amigo fumante, que por sua vez se beneficiou da distribuição gratuita realizada pelo departamento de Educação para Drogas e Aconselhamento Confidencial (DECCA, na sigla em inglês) do conselho da cidade de Sandwell.

"A overdose de Aiden foi o primeiro incidente do tipo e estamos muito decepcionados com a notícia", disse, em um comunicado, Margaret Storrie, diretora do DECCA.

Investigação

Segundo Storrie, o amigo de Aiden recebeu os tabletes e foi "claramente" orientado sobre a dosagem e a frequência com que deveria consumi-los.

"Além disso, sempre asseguramos de que o cliente saiba que não deve dar seus chicletes a ninguém", afirmou a diretora no comunicado.

Storrie afirmou que vai haver uma investigação sobre o caso.

O DECCA organiza serviços de apoio a jovens para ajudá-los a parar de fumar, o que, segundo eles, inclui reuniões com as famílias.

Mas de acordo com o jornal britânico Daily Telegraph, o serviço faz a distribuição gratuita de até 105 tabletes de nicotina por semana para jovens fumantes a partir dos 12 anos de idade, sem precisar do consentimento ou mesmo do conhecimento dos pais.

A mãe de Aiden, Caroline Williams, disse ao diário que só soube do serviço depois do incidente, e pediu sua suspensão imediata.

Aiden foi internado depois de ter desmaiado e reclamado de dores de barriga.

Ele foi mantido em observação, com monitoramento cardíaco, por cerca de 24 horas, antes de receber alta.

Não está claro se ele é fumante.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Fagerström

Elaborado pelo médico dinamarquês Karl Fagerström, em 1974, o método de avaliação de Fagerström, também chamado Teste de Fagerström, é um questionário bastante simples sobre os hábitos de um fumante.

Conforme as respostas do fumante, é determinado um grau de vício.

Veja o teste no site da Unicamp.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Cigarro eletrônico - proibido no Brasil

É meio antiga a notícia. Para quem pretendia usar cigarro eletrônico por causa da nova lei antifumo, recomendo chicletes de nicotina.


Tanto o cigarro de nicotina quanto o chiclete não acaba com a dependência de nicotina, apenas muda a forma como a dependência de cigarro é suprida.

Anvisa proíbe venda de cigarro eletrônico no Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu, nesta terça-feira (25), proibir formalmente o comércio e importação de qualquer dispositivo eletrônico de fumar, popularmente conhecidos como cigarros eletrônicos, e-cigarretes, e-ciggy e ecigar, entre outros. A proibição atinge especialmente os produtos que se apresentam
como alternativa ao tratamento do tabagismo.

A medida, que será publicada no Diário Oficial da União nos próximos dias, é válida para todo o país e levou em consideração a falta de comprovação científica sobre a eficácia e segurança do produto.

O cigarro eletrônico nunca teve registro no país. Após uma consulta pública, que contou com a participação de órgãos de defesa do consumidor, a Anvisa decidiu pela proibição do produto. A medida abrange ainda acessórios e refis destinados ao uso nos dispositivos, assim como a propaganda, a publicidade e a promoção, inclusive na Internet, desses produtos.

Assessoria de Imprensa da Anvisa

CIGARRO ELETRÔNICO É DESACONSELHADO PARA DEIXAR VÍCIO, DIZ ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS) folha de. s. paulo

Veja no blog:

Os chicletes de nicotina, onde conto minha tentativa de parar usando as gomas de mascar com nicotina. Elas ajudam bastante a parar de fumar!

Crise de abstinência, sobre a dificuldade e os sintomas que sinto quando fico sem cigarro

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Parar de fumar - uma luta

A luta de quem decidiu parar de fumar

Matéria da revista Época sobre a luta de uma mulher para parar de fumar



CRISTIANE SEGATTO

As dificuldades e os progressos do desafio de uma fumante para abandonar o cigarro

Desde que a lei antifumo passou a valer no Estado de São Paulo, há um mês, muitos de seus 41 milhões de habitantes incorporaram mudanças de hábito. Tenho a impressão de que elas não têm volta. Estão se tornando costumes tão automáticos quanto colocar o cinto de segurança. Ninguém mais acende cigarro no trabalho, ninguém lança baforadas nos restaurantes, ninguém volta para casa defumado depois de parar num bar. A lei pegou. A polêmica continua.

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quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Sete meses sem fumar!!!!

Fazia tempo que eu não olhava o quitômetro ali embaixo. Estou sem fumar desde 2 de fevereiro de 2009. São sete semanas e dois meses, quase três mil cigarro não fumados e mais de 400 reais poupados.

Não uso mais chicletes de nicotina, mas também não tiro chiclés, dos comuns, da boca.

Se a vontade de fumar passou? Não passou a vontade.

Sinceramente: ultimamente ela voltou, forte, muito forte.

A nova lei de não fumar em lugares públicos --moro em São Paulo, capital-- veio a calhar para mim.

Se não existisse essa lei que, na prática, me proíbe de fumar quando tô na balada, a cerveja pedindo o cigarro, eu já tinha me rendido uma vez, duas vezes e daí já viu né...

Mas o melhor da nova lei é a roupa cheirosinha no outro dia.

Propaganda de cigarro

A propaganda do cigarro


Dráuzio Varela

A lei que restringe a propaganda de cigarro a ambientes internos, bares e boates, por exemplo. Além disso, proíbe o patrocínio das indústrias de tabaco a eventos culturais e esportivos e a venda de cigarros a menores de 18 anos. Não torna o cigarro ilegal, não aumenta os impostos, não obriga a indústria a arcar com os gastos de saúde das vítimas do fumo (como estão fazendo os americanos), não pune as agências por propaganda enganosa, apenas proíbe a publicidade. Só impede que as imagens de homens de sucesso, garotas livres e deslumbrantes e esportes radicais sirvam para criar nas crianças a vontade de fumar e, ingenuamente, cair nas garras da dependência química mais escravizante de todas as que existem.

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segunda-feira, 4 de maio de 2009

Sonhar com cigarro e outras notícias

Três meses depois, sonhar com o cigarro continua uma constante. Engraçado, não são sonhos parecidos com os que eu tenho normalmente: não há imagem, não há pessoas, só sensações.

Os sonhos --ou pesadelos-- com o cigarro acontecem, normalmente, depois de uma noite com álcool. Por isso, constantes.

Quando eu acordo, sinto que fumei. Na cabeça, reminiscências de um cigarro, um prazeroso cigarro. É aquela lembrança de amnésia alcólica, fantasmas, a dúvida sobre o que aconteceu de verdade.

Ainda bem que isso passa rapidamente, e todas as dúvidas se dissipam: com certeza, não fumei nenhum cigarro bebâdo de que eu não me lembre.

Mas...

Sempre tem um mas.

Sonhar com o cigarro não satisfaz minha vontade de fumar, aumenta.

As crises de abstinência acabaram, não sofro.

Porém, às vezes, eu vejo alguém fumando e o desejo vem como avalanche de prazer, sem dor. Só me lembro dos bons momentos que o cigarro me proporcionaram nos sonhos. Não na vida real de meus 15 anos de fumante. A lembrança é do cigarro que não existiu, o prazer do cigarro onírico.

Mas mas...

Às vezes tem dois mas. Disse que não fumei, com certeza, quando bebâdo.

Só que sucumbi sóbrio; era fumo de corda, picado no canivete, enrolado na palha de milho e dois ou três tragos. Não é desculpa, não valeu a pena.

A fumada foi no último fim de semana --Virada Cultural.

Fim de semana de mau agouro.

Malfeitores deram conta da minha carteira e quase me transformaram em reacionário. Pensei em comprar uma roupa de Batman e fazer justiça com as próprias mãos.

Mas a vontade passou. Como a de fumar.

Bons sonhos.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Nova lei proíbe fumo em lugares fechados em SP

Atualizada às 22h08

Por 69 a 18, a Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou na noite desta terça-feira (7) o projeto de lei antifumo do governador José Serra (PSDB), que proíbe o consumo de cigarro e similares em recintos coletivos do Estado de São Paulo. A proposta retorna ao gabinete do governador para sanção ou veto. Também foi aprovada emenda do deputado Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) que prevê um prazo de 90 dias para que a lei entre em vigor. Durante esse período, a lei deve ser regulamentada, com a definição de multas e punições. Serra tem até dez dias para sancionar a lei.
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É inacreditável: a nova lei que proíbe o cigarro em lugares públicos fechados em São Paulo, Rio e Brasília é atacada pelo democratas do eu mesmo como ditatorial, coisinha de terceiro mundo.

Os democratas do eu mesmo argumentam com muita ciência social e jurídica para provar que o Brasil acabou de dar mais uma braçada em direção à Cuba, com já disse o pensador Reinaldo Azevedo, cujo excerto da obra vocês leem abaixo, com caixas altas e grifos do próprio:

CIGARRO, DEMOCRACIA E TENTAÇÃO LIBERTICIDA

Muito engraçadas as reações de alguns não-fumantes militantes aos comentários que
fiz aqui sobre as leis draconianas que passaram a vigorar em São Paulo, em Brasília e no Rio e que tendem a se espalhar por todo o país.

Uma indagação poderia sintetizar seu ponto de vista:
— Por que eu sou obrigado a agüentar a fumaça dos outros?Não, não! Vocês não são obrigados a agüentar coisa nenhuma! O que se pergunta é por que não podem existir locais em que se
pode fumar, desde que esteja estampado na porta que ali se fuma. O que se pergunta é por que não se criam regras para a liberdade, JÁ QUE NÃO SE TRATA DE UM CRIME, em vez de se criarem regras para a perseguição. A lei que vigora nessas três capitais NÃO SE CONTENTA EM PROTEGER O DIREITO DOS NÃO-FUMANTES, ELA AGRIDE O DIREITO DE QUEM FUMA, OU PORQUE QUER OU PORQUE É VICIADO, TANTO FAZ. Há, pois, um problema de natureza ética na legislação e um, entendo, de natureza constitucional. ESTÃO CRIMINALIZANDO O QUE A LEI NÃO DEFINE COMO CRIME.
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Mas é bobagem.

A lei é coisa de países civilizados e não proíbe o cigarro. E lugar público, fechado ou aberto, não é sua casa.

1. Eu já defendia a proibição do fumo em lugares públicos fechados desde que eu era fumante de verdade.
2. Na minha casa, pode-se fumar à vontade, até hoje.
3. Eu defendo a legalização da maconha
4. Garçom também é gente.

sábado, 4 de abril de 2009

Crise de abstinência depois de um mês

Um comentarista pergunta sobre a crise de abstinência depois de 26 dias.

Acho que cada pessoa reage de uma forma, sendo que alguns sintomas parecem mais gerais: irritabilidade, fome, ansiedade.

Eu senti também, como diz o comentarista, sintomas físicos. Acho que fiquei sonado, meu estômago retorcia.

Tenho uma dica que acho que funciona (funcionou para mim): comece a praticar um esporte que você goste.

Eu estou praticando kung-fu.

Escolhi porque sempre quis fazer uma luta, uma arte marcial.

Além disso, acho que existe um sentido nessa prática.

A cada aula, você avança um pouco, e consegue perceber como está seu desempenho.

Caso eu volte a fumar, a queda de desempenho no kung-fu vai servir como termômetro, como advertência prática de quanto o cigarro me faz mal.

Só acho que deve ser um esporte com foco aeróbio, por isso não considero academia de musculação uma boa pedida. Fora que, convenhamos, musculação é chatíssimo. Vá de natação, ciclismo, pular corda, corrida etc.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Avisos frequentes sobre malefícios do cigarro ajudam a parar de fumar

Fumar causa câncer, fumar envelhece, fumar diminui o fôlego, fumar deixa broxa.

É fumante e não gostou das frases?

Pois leia mais: fumar amarela os dentes, fumar deixa fedido, fumar custa caro, fumar mata quem tá do seu lado.

Uma pesquisa apontou que lembrar dos males causados pelo cigarro persistentemente motiva os fumantes a largar o cigarro.

A pesquisa foca especificamente mensagens eletrônicas, que foram enviadas a jovens tabagistas.

Apesar de alertas sobre o mal causado em outras pessoas pelo fumo passivo funcionarem, as advertências mais efetivas são aquelas mais graves sobre a saúde do próprio fumante.

"Quem tem cú tem medo", já disse Plínio Marcos.

A pesquisa mostrando a efetividade de se lembrar a todo momento os fumantes dos males causados pelo cigarro foi publicada no Annals of Behavioral Medicine.

A mensagem que mais causou repercussão entre os fumantes participantes do estudo foi "93% dos pacientes de câncer de pulmão morrem dentro de cinco anos". (medo)

Leia mais no Medical News Today.
  • Por isso, indique o Nicotina Zero aos amigos fumantes e ajude mais gente a parar de fumar.

Sonhar com cigarro

E eles começaram. Da vez que eu fiquei seis meses sem fumar, era noite, noite também: os sonhos em que estou fumando.

O mais sensacional desse tabagismo onírico é que eu não lembro, no sonho, que eu parei de fumar, por isso não estranho.

Outra coisa muito louca é que eu sinto um prazer intenso, como se estivesse tragando um cigarro físico. O que, convenhamos, não é extamente ruim.

Outra coisa a se destacar é que, quando eu acordo no meio de um sonho cigarrento, e fico uns instantes semiconsciente, sem saber direito o que é a realidade, eu ficode bode e irritado porque fumei.

terça-feira, 3 de março de 2009

Entre os anos 50 e 70, a indústria do cigarro, nos EUA, mirou nas mulheres; hoje elas morrem de câncer

A inefável indústria do cigarro mirou seu marketing, nno fim dos anos 60 e nos 70, nas mulheres --de preferência, novinhas, que teriam uma vida inteira de cigarros pela frente.

Além da publicidade de que o cigarro é moda, dos maços cor-de-rosa e bem desenhados, a indústria do câncer criou os cigarros light e outras bobagens para atrair as meninas.

Leia mais sobre isso em matéria na Associação Americana do Câncer e veja o vídeo abaixo.

Parei de fumar por um mês

Faz um mês que eu parei de fumar, acusa o quitômetro ali embaixo.

Baseado no que eu informei a ele, eu já deixei de gastar R$ 53,56 reais (pfut; pus mais dinheiro nos chicletes de nicotina, que já parei de usar) e não fumei 357 cigarros (uau, pelo que eu me lembro que a Xuxa dizia, cada cigarro não fumado são sete minutos a mais de vida).

Mas espero ver números muito mais grandiosos daqui a um ano.

A vontade está controlável. Já passei por grandes provações: carnaval, bar com fumantes, viagem sozinho rumo ao desconhecido --além disso, minha namorada fuma (pouquinho).

Para ajudar na empreitada, eu tenho bebido mais água, caminhado mais, lido mais, dormido mais cedo e pensado, só pensado, em fazer matrícula na academia.

Além disso, tem esse vibrante blog --e os diários de outros ex-fumantes que tenho lido.

É isso.

domingo, 1 de março de 2009

Veja garrafa d´água que fuma 400 cigarros ---e o que sai dela depois

Não sei se a experiência abaixo tem valor científico e se toda essa meleca que sai da garrafa fica nos pulmões, mas é o tipo de coisa que eu adorava fazer: experiências.

Peguei a dica no Senhor do Castelo.


Por ter parado de fumar, eu quase senti o cheiro que deve tá esse resultado final.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Cresce o uso de cigarro eletrônico

A notícia recente da Associated Press diz que o Ruyan V8, cigarro eletrônico que lança uma mistura de nicotina diretinho nos pulmões, está se tornando popular "na China, nos EUA, em todo lugar."

A fabricante diz que o e-cigarro é menos maléfico à saúde porque não tem fumo carburando, que resulta na fumaça coquetel-cancerígena. Outra vantagem, de acordo com quem vende o negócio, é que ele não afeta os fumantes passivos.

Mas para OMS (Organização Mundial de Saúde) as coisas não são bem assim, informa a AP. Para o órgão, o Ruyan (que significa "como se estivesse fumando") não foi testado rigorosamente como outros métodos de parar de fumar via substituição de fonte nicotina. Além disso, não se sabe os efeitos do bagulho a longo prazo.

Cheguei ao site da empresa (acho eu). Veja como o bichinho é alardeado:

Quit smoking normal killer cigarettes now and enjoy the RUYAN V8, the safe, cheap and healthy way of smoking without inhaling harmful and carcinogenic substances and without producing second hand smoke. The brilliant Ruyan V8 e-cigarette feels like a cigarette, looks like a cigarette, and tastes like a cigarette, tastes like a cigarette and gives you the same effect as a normal cigarette. Use the Ruyan V8 to help you quit smoking or use it as an elegant, healthier and cheaper (less than USD 3 a day!) alternative to normal cigarette smoking.

Hummm... sei não...

  • O bicho funciona a bateria, por isso e-cigarro. Fiquei com preguiça de tentar descobrir para que serve a bateria...
  • Aos Chuck Norris do comércio eletrônico, no e-bay dá para comprar direto da China. Escolha entre cinco cores, ganhe 50 refis e pague cerca de US$ 130. O vendedor, chingshibilong, diz entregar no mundo todo.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Parar de fumar faz engordar, mas parei assim mesmo

Confesso que, dessa vez, não virei uma máquina de processar torresminho. Apenas nos primeiros dias sem o cigarro eu comi exageradamente --agora, até tenho vontade de morder, mastigar, engolir, mas estou segurando bem a onda.

Mas é óbvio que parar de fumar engorda.

A Associação Americana do Pulmão tem algumas dicas para controlar o peso de tabagistas que pararam de fumar. São muitas, parte óbvias, parte doidas, mas vamos lá.

Dicas para não engordar ao parar de fumar:


1. Beba um copão de uma bebida de baixa caloria a cada hora. Você sentirá menos fome com o estômago cheio de líquido.

2. Mantenha as mãos ocupadas com algo que não seja cigarro ou comida --eu acrescentaria outra coisa, por ser, no mínimo, antiestética ;)-- Algumas atividades sugeridas (eu meti o bedelho):
  • Conserte algo, construa algo, parafuse algo;
  • Faça cruzadinhas, sudoku etc.;
  • Vá caminhar ou pedalar;
  • Lave a cabeça, tome um banho;
  • Escreve uma carta ou comece um diário. Crie um blog;
3. Calcule as calorias e faça uma lista com o que você comeu hoje.

4. Planeje sua alimentação. Coma duas refeições pequenas e três lanchinhos ao longo do dia.

5. Conviva com a fome, eventualmente. Ela desaparece em pouco tempo.

6. Coma devagar. Não destroce a comida ou você acaba rangando mais.

7. Faça uma lista com cinco tarefas a realizar antes de comer:
  • Lave o rosto;
  • Pese-se;
  • Fique de pé e estique-se por dois minutos;
  • Limpe ou corte as unhas;
  • Telefone para um amigo;
8. Saiba que a sensação de fome pode ser superada com apenas 50 calorias. Tenha um treco pouco calórico sempre à mão.

A dica sete é meio estranha, concordam? Parece que você está trocando o vício em cigarro por um TOC... Imagina você acabar acostumando a, sempre antes de comer (e cinco vezes ao dia, diz a dica quatro), ligar para alguém ou cortar as unhas.

Acho que uma coisa boa de se fazer é se pesar frequentemente. Manter um chiclete de baixas calorias, ou uma balinha, ou umas lasquinhas de gengibre (adoro) morando no bolso é bom também. O nome disso? Gratificação oral --continue lendo.

Por último, de onde vem a fome incontrolável, o apetite voraz?

Diz o site do Hospital Universitário da USP dedicado a combater o tabagismo:
  • Há uma melhora do paladar e do olfato
  • Gratificação oral – ex-fumantes sentem falta da sensação de ter algo para fazer com a boca e com as mãos. Comer ou beliscar é semelhante a ação repetitiva de fumar
  • Utilizar o alimento do mesmo modo que utilizava-se os cigarro ao lidar com o estresse, escapar do tédio, da tensão, passar o tempo ou como ajuda na integração social
Para terminar, um videozinho, lá do alto do Everest, que mostra o que só o oxigênio é capaz...

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Como conviver com a crise (de abstinência)?

Caros familiares e amigos de fumantes interrompidos: a crise é real, acreditem neles.

Nos últimos dias, não tenho ficado deprimido, desmotivado ou, mesmo, com muita fome e ansioso.

Mas um dos piores sintomas se manifesta em mim: a ultra-irritabilidade. Tá tudo bem, mas, de repente, qualquer coisa pode me jogar numa avalanche de ódio.

A coisa começa com um "ai que bosta" e vira um "ai que bosta merda" e vai para um "ai que bosta merda saco putaquepariu" etc.

Pelo menos, eu já to começando a identificar esses acessos de raiva. A melhor coisa é parar de pensar no suposto problema e dar uma voltinha. Coisa de um minuto, que passa.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Fumar mata? Vamos aos números da OMS

Relatório sobre a epidemia de tabaco da Organização Mundial de Saúde traz números gigantes.
  • 100 milhões de pessoas morreram no século 20 em decorrência do tabagismo.
  • 5,4 milhões morrem todo ano.
Sem não houver ação, diz o relatório:
  • 8 milhões de pessoas vão empacotar todos os anos.
  • O cigarro vai levar à terra 1 bilhão de pessoas no século 21.
O Brasil, diz o estudo, é o sétimo país com mais fumantes do mundo. A China tem quase um terço deles. E que os países em desenvolvimento são os mais afetados pela doença.

O relatório compara a indústria do tabaco com um "vetor de doença" como mosquitos, bactérias e vírus.

O texto cita seis medidas que os governos podem tomar para diminuir o tabagismo.
  1. Monitorar o uso de tabaco e as políticas de prevenção.
  2. Proteger as pessoas de se tornarem fumantes passivas.
  3. Oferecer ajuda para parar de fumar.
  4. Fazer campanhas sobre os perigos do fumo.
  5. Fazer esforços para banir a propaganda de cigarro, a promoção e a publicidade.
  6. Aumentar os impostos sobre o cigarro.
Acesse o relatório completo.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Sobre os ambientes livres de fumo e a legislação

do site do Inca
  • Legislação - A criação dos Ambientes Livres do Fumo é uma recomendação da OMS, tendo em vista as doenças e óbitos causados pelo produto.
  • Dados da entidade apontam que o tabagismo passivo (inalação da fumaça de derivados do tabaco por fumantes e não-fumantes) é a terceira maior causa de morte evitável no mundo. Perde apenas para o tabagismo ativo e o consumo excessivo de álcool.
  • O Brasil gasta cerca de 200 milhões de dólares por ano com tratamento de males provocados pelo tabaco, valor 2,5 vezes superior ao arrecadado com impostos da indústria do cigarro.
Fonte : Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Recife

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009


Essa publicidade contra o cigarro indiana é indigesta. Nao porque eu nao comeria esses veggie chilis (devem ser deliciosos), mas porque investe no ódio contra os fumantes. A despeito disso, é um vídeo muito bem avaliado no YouTube.

Ódio e preconceito contra os fumantes me irritam. E queria falar sobre isso. É porque dei uma zapeada no Orkut para ver as comunidades contra o cigarro.

Antes de continuar, saiba que eu acho que no Orkut tem alguma coisa boa, mas o maior site do Brasil serve, principalmente, para evidenciar como tem gente estúpida nesse país (o Facebook e o MySpace fazem isso por outras naçoes).

Pois bem, as maiores comunidades contra o cigarro, no Orkut, sao HORRÍVEIS.

Tópico após tópico, os membros comparam os fumantes a pedaços de merda, falam que sao seres desprezíveis e nojentos. "Eles nao respeitam nem eles mesmos, como vao respeitar outras pessoa" é comentário recorrente ---a gramática é um pouco pior do que isso.

Até pensei em entrar nas discussoes para encher um pouco o saco deles (às vezes, gosto de fazer parte da maioria estúpida que citei acima), mas fiquei com preguiça e fui dar uma banda pelo Orkut.

Lá mesmo, para compensar, existem as comunidades de fumantes que tentam parar e contam com tópicos mais sofisticados. Quer parar de fumar? Entre em uma, dividir a experiencia pode ajudar

  • A blogosfera é melhor que o Orkut como comunidade de parantes de fumar. Leia algum dos blogueiros contra o tabagismo e comprove.
  • Usei os acentos que tenho aqui nesse teclado.
  • Responda à enquete ali em cima, na direita.

Você é a favor de fumo em lugar fechado?

Agência Estado noticia que o governo federal engavetou projeto que acaba com os fumódromos em todo o país.

O texto, como não poderia deixar de ser, tem um tom contra o presidente Lula.

É certo que Lula, ele mesmo um fumante de cigarrilhas holandesas, já defendeu grosseiramente o cigarro.

O problema é que, para reforçar a torpeza do Sapo Barbudo, o texto erra no título: diz que "Governo engaveta" projeto contra fumódromos, quando, na verdade, diz a matéria, o projeto não foi ainda engavetado. Ou, por isso, podemos fazer pressão ainda (O senador Romero Jucá (PMDB-RR) defende a existência de áreas restritas).

Também não entendi direito o conceito de fumódromo. É apenas fumar em lugar fechado, como uma boate ou um bar, ou é aquele quartinho minúsculo onde muito tempo passei no meu trabalho?

Proibir fumódromo no trabalho e permitir que se fume em um restaurante não tem muito sentido.

A reportagem fala superficialmente de um assunto sobre qual eu tenho muita curiosidade: existe lobby no Congresso da indústria do fumo? Eu procurei saber se houveram doações das tabacareiras (no caixa 1) a políticos e não encontrei nada.

Para concluir esse post meio confuso, eu sou contra o fumo em lugares públicos fechados (em casa pode). E você? Responda à enquete ali no canto direito superior.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Animadinho

Essa animaçao engraçadinha circulou pela internet há algum tempo. Vale a pena ouvir a música.

  • Desde sábado estou sem os chicletes de nicotina.
  • Meu olfato melhorou muito. A rua tem cheiros ótimos.
  • Meu peso já aumentou um tanto.
  • Minha pele está mais bonita.
  • Nao lembrava que fumante tinha cheiro.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

O Teste de Fagerstrom

Vira e mexe, eu faço testes para ver qual o meu nível de depêndencia de nicotina. E o teste, invariavelmente, chega a conclusão de que eu sou um viciado leve. O que é mentira, anote.

Hoje, descobri que esse teste que eu faço tem nome (teste de Fagerstrom) e data de nascimento (1974).

Com todo respeito ao doutor Karl Fagerstrom, e aos especialistas que ainda o usam, o teste é ridículo. Se não por outra, por essa: desde 1974, passaram-se 1,2, 35 anos. Imagino que o vício em nicotina tenha sido melhor estudado...

Mas eis que me deparo com uma pesquisa da Secretaria de Saúde de SP que faz carnaval em cima dos resultados desse teste de Fagerstrom e esconde o teste feito com um instrumento mais preciso.

Leia com atenção o que vai abaixo, em azul: de acordo com o teste de Fagerstrom, 44% dos paulistanos consultados são fumantes leves. Já a aferição feita com um monoxímetro, "uma espécio de bafômetro de cigarro" diz o texto, indica que apenas 17,1% são fumantes leves.

De qualquer forma, dizer para um fumante leve, na minha opinião, que é fácil largar o cigarro é besteira. Ele sabe que não é. É como dizer que chocolate light é igual ao normal ou sexo com camisinha é igual ao sem. Educação pela mentira.

Baixa dependência do cigarro prevalece entre os paulistanos
O nível de dependência em relação ao cigarro é baixo ou muito baixo entre 44% dos fumantes. É o que aponta levantamento da Secretaria de Estado da Saúde realizado na cidade de São Paulo durante ações de prevenção e alerta promovidas ao longo de 2008 em locais de grande circulação.

Dos 838 que responderam ao Teste de Fagerström, que mede a dimensão do vício no dia-a-dia, como, por exemplo, a dificuldade de ficar sem fumar em locais proibidos, 372 foram avaliados como dependentes leves ou muito leves, o que significa que eles têm potencial para largar o vício sem grandes traumas. Outros 114, ou 13,6%, tiveram como resultado grau de dependência média. E para 42% a avaliação foi de fumante com dependência alta ou muito alta.

Dos 760 fumantes que fizeram o teste do monoxímetro, espécie de “bafômetro” do cigarro que mede a quantidade de monóxido de carbono expirado, 58,7% foram avaliados como fumantes pesados, ou seja, que consomem dois ou mais maços de cigarro por dia. Outros 24,2% foram avaliados como fumantes (um a menos de dois maços diários), e 17,1% como fumantes leves.

“As pessoas com dependência baixa precisam apenas de um 'empurrão' para deixar o cigarro, e por vezes nem é necessário tomar medicamentos ou usar adesivos. Mas esses fumantes não devem se enganar, porque o consumo de nicotina, com o tempo, pode elevar a dependência”, afirma Luizemir Lago, diretora do Cratod (Centro de Referência em Álcool, Tabaco e outras Drogas), órgão da Secretaria.

Os participantes do estudo avaliados como dependentes elevados ou muito elevados foram encaminhados para serviços especializados em tratamento do tabagismo, com atendimento gratuito pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Já as demais pessoas receberam orientações e informativos sobre como parar de fumar.
Autoria: Assessoria de Imprensa - 13/02/09

  • não to de bom humor.
  • a minha experiência para largar o cigarro, provavelmente, não serve para você.

Dois dias sem nicotina

Hoje completo dois dias inteirinhos sem nicotina. Nem o chicletinho eu usei.

Ajudou para isso o fato de eu estar viajando para bem longe. Posso ficar chato, intolerante e irritadinho o quanto eu quiser. Ninguém vai me entender mesmo.

Se bem que, falando sério, eu tive minha dose de nicotina no sábado.

Foi no aeroporto de Guarulhos. Resolvi comer, já na área de embarque, em uma pequena taverna (não deve ter mais de 20 metros quadrados) com um nada discreto aviso na porta: Área de Fumantes.

Imagine, para um fumante, o que significa um lugar desses antes do embarque para um voo de sete, oito horas? É o paraíso.

E eles ficam lá, fumando um atrás do outro, uma fumaça incrível cobrindo todo ambiente. Eu estava lá porque queria... livre arbítrio. Mas, e as garçonetes?

Eram duas, e eu não conseguia parar de pensar nelas. Lembrava de um artigo do Doctor Drauzio Varela, acho, que falava sobre esses trabalhadores de lugares esfumaçados. Não encontrei o artigo na internet, mas achei o que segue, na página da Aliança de Controle do Tabagismo.

"A Organização Internacional do Trabalho – OIT estima que pelo menos 200 mil trabalhadores morrem, por ano, em todo o mundo, devido à exposição ao tabagismo passivo.

Estudos científicos comprovam que garçons não fumantes que trabalham em bares e restaurantes em que é permitido fumar apresentam em média, chance duas vezes maior de desenvolver câncer no pulmão.

Ao final da jornada de trabalho, estes profissionais poderão ter níveis de exposição como se tivessem fumado até 10 cigarros.

Segundo o INCA, os níveis de fumaça ambiental de tabaco em restaurantes chegam a ser duas vezes maiores do que em outros ambientes de trabalho como escritórios, enquanto em bares, os índices são quase seis vezes superiores.

Vale lembrar que os garçons, bartenders e os demais trabalhadores em restaurantes, bares e boates não têm a opção pelo trabalho somente nas áreas livres de fumo.
"
(leia mais)

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Pintura mostra plantação de tabaco no séc. 17


Escravos trabalham em plantação de tabaco nos EUA. A pintura é de 1670.

Blogs de ex-fumantes

Eu já tive outros oito, ou dezoito, blogs.

Em um deles escrevi bastante sobre minha relação tumultuada com o cigarro. E, por causa disso, conheci um monte de diários legais.

É uma pena, por exemplo, que o Tabagista Anônimo tenha acabado --ao menos aparentemente.

Mas, ainda bem, e sem querer puxar sardinha para minha fogueira (que não acende mais tabaco), tem muito blog de ex-fumante legal.

Conheçam, por exemplo, o Senhor do Castelo e o Abandonei o Cigarro.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Campanha para prevenir fumo entre jovens poupou US$ 1,9 bi em cuidados com a saúde nos EUA

Divulgação para a imprensa da Escola de Saúde Pública da Universidade Johns Hopkins:

"Researchers at the Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health and the American Legacy Foundation have estimated that truth, the nations' largest youth smoking prevention campaign, saved $1.9 billion or more in health care costs associated with tobacco use. The results were published February 12 online by the
American Journal of Preventive Medicine." (leia mais)

O que fazer na crise? Fumar.

Olha que legal que eu recebi de uma amiga hoje. Ela leu no blog Panorama Nihon.

"Em meio a um cenário de prejuízos e demissões nas fábricas japonesas, há pelo menos um setor que vem faturando uma "grana preta" com o degringolar da crise: a indústria de cigarros. Segundo a Japan Tobacco, líder no mercado nacional, as vendas entre março e dezembro de 2008 bateram a casa dos R$ 130 bilhões, um crescimento de 13,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. O desempenho foi considerado recorde pela companhia, informou nesta terça-feira (9) o Japan Today."
Ou leia a matéria do Japan Today (em inglês).


  • Apenas uma empresa japonesa de cigarros vendeu R$ 130 bilhões de março a dezembro. Isso é 5% do PIB brasileiro. Dependência de nicotina é lucro para empresas.
  • Os japoneses fumam bem: 44,3% dos homens e 14,3% das mulheres consomem algum tipo de produto de tabaco, diz relatório da Organização Mundial de Saúde. Dependência de nicotina também é problema de primeiro mundo.
  • Cigarro gera dinheiro? Pode ser, mas o impacto no sistema de saúde japonês deve ser também bilionário. Dependência de nicotina é prejuízo para as contas públicas.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

É proibido fumar, diz o aviso que eu li

midori.no.kerochan http://flickr.com/photos/28661972@N05/2685275016/


yuzu http://flickr.com/photos/khardy/2906878310/


Nemo´s great uncle http://flickr.com/photos/maynard/1341980616/


Nemo´s great uncle http://flickr.com/photos/maynard/1341980616/


Aunti P http://flickr.com/photos/auntiep/1805828/



Sporks5000 http://flickr.com/photos/sporks5000/2867043882/

Todos esses cartazes (e o conteúdo do blog, teoricamente) estão sob licença Creative Commons 2.0

Crise de abstinência

Crise de absitnência não é frescura. A dependência de nicotina é real.

Dá nó na barriga, ansiedade e suadouro. Tudo ao mesmo tempo; o pior é que você tem certeza de que basta um cigarro que aquilo passa.

Dá também falta de concentração, nervosismo e fome. Você come, xinga, come, come.

E a fissura, vontade absurda de dar só um traguinho. Quando eu tenho uma crise é a hora que eu fico com mais raiva de ter começado a fumar.

De acordo com o médico Alessandro Loiola, nesse artigo, esse treco dura feio nas primeiras 72 horas:

"As primeiras 72h são as mais críticas e, ao final do terceiro dia, você poderá estar experimentando uma crise de abstinência a cada 2-4 horas. Felizmente, 72h após o último cigarro, mais de 90% de toda a nicotina acumulada em seu corpo terá sido eliminada, e os sintomas da abstinência diminuirão bastante. Por volta do décimo dia sem cigarro, as crises de abstinência se tornarão quase imperceptíveis."

O (meu) problema é que ele diz, no mesmo artigo, que o método "chicletes de nicotina", que eu uso, não é eficaz como o método "abandonar o cigarro de uma vez".

Agora que eu pensei: esse blog chama nicotina zero, mas por enquanto eu não passei 72 horas sem usar.

Por falar nisso, no mesmo artigo, chama a atenção a descrição de Loiola para a nicotina.

"A Nicotina é uma das drogas mais poderosas e destrutivas da sociedade moderna. Está disponível em inúmeros pontos de venda, pode ser comprada livremente (até mesmo por crianças) e sua posse em grandes quantidades não caracteriza tráfico."



VEJA NO BLOG MAIS SOBRE ABSTINÊNCIA:


Como parar de fumar e lidar com a abstinência de cigarro? com sites que dão dicas de como lidar com as crises de abstinência de cigarro.


Sempre perguntam... Post em que comento os sintomas que sinto quando fico sem fumar

zyban ou bupropiona onde comento um dos remédios mais conhecidos para parar de fumar, que eu estou usando

Crise de abstinência depois de um mês e Parei de fumar por um mês  em que comento como estava a crise de abstinência quando eu consegui ficar um mês sem fumar

Sete meses sem fumar!!!! em que falo sobre como andava a vontade de fumar depois de longos sete meses sem o cigarro...

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Novas imagens de maço de cigarro

Apesar de achar realmente repugnantes as imagens que estão estampadas nos maços do cigarro, considero que esse tipo de campanha funciona.

Mas admito que não sei se sou a favor de figuras tão chocantes quanto as que serão colocadas nos maços de cigarro a partir de maio de 2009.

O que eu tenho certeza é de que a indústria do tabaco é contra.

É bom saber que as imagens não são aleatórias; ninguém escreveu no Google "coisas asquerosas" para encontrá-las.

As que devem estrear em breve são o terceiro lote de fotos feiosas, que existem desde 2001, usadas no Brasil. Elas são pensadas por cientistas, especialistas em neurociências e design, diz a publicação do Inca "Brasil – Advertências Sanitárias nos Produtos do Tabaco – 2009", que tem referências científicas e tecnicas sobre esse tipo de abordagem:

"Agora em 2008, o Brasil lança seu terceiro grupo de advertências sanitárias com algumas inovações, fruto de um Grupo de Estudo articulado pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA) do qual fazem parte a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), Laboratório de Neurobiologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Laboratório de Neurofisiologia do Comportamento da Universidade Federal Fluminense (UFF) e Departamento de Artes & Design da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Entre outros objetivos, elas impedem o uso do maço de cigarros como propaganda do produto."

Para terminar, espero que você não me odeie, mas aqui vão as fotos. Para ver com detalhes, pessoa mórbida, clique na figura.

Os chicletes de nicotina

Para quem não sabe, estou usando chicletes de nicotina na minha tentativa de parar de fumar.

Nessas primeiras semanas, estou consumindo três ou quatro por dia normal. Quando saio para beber, o que não é raro, mastigo muito mais: de cinco a dez. É só olhar para uma cerveja que eu ponho um chicletinho na boca.

E sempre tem um amigo que vai querer experimentar, apesar dos avisos de que o negócio é ruim e que não vale a pena.

Cada caixinha do chiclete vem com 30 gominhas. Eu uso o chiclete de 2 mg de nicotina (o Marlborão vermelho tem 0,8 mg), que parece pouco, mas dá até soluço quando eu começo a mastigar. Por isso, eventualmente, divido a gominha no meio.

O chiclete tem alguns problemas:
  • O preço: paguei R$32,75 em 30 unidades. Ou seja, não estou economizando nada a curto prazo parando de fumar. Ainda assim, se eu ficar um ano sem cigarros, vou comprar algo inútil com todo dinheiro que aquele quitômetro no canto superior direito mostrar.
  • É duro para chuchu: minha mandíbula já está doendo. Nos intervalos do chiclete de nicotina, estou indo de gengibre salgadinho, que é de chupar. Já não posso mascar nem trident, que é molinho. E a noite, acho que vou de sopa, a despeito do calor infernal.
  • Amarela os dentes: é... dizem que as gomas são piores que o cigarro nesse ponto lamentável. Tudo bem, se em seis meses eu não estiver fumando, vou em um dentista clarear os dentes. Quero ficar com o sorriso do Cauã Reymond.
  • É nicotina 1: apesar de o nome dar poucas pistas, o chiclete de nicotina carrega nicotina, que é a substância viciante do cigarro. Você não imagina do que a nicotina, sozinha, é capaz. Se masco muito, no outro dia acordo com aquele gosto de meia na boca, garganta coçando etc.
  • É nicotina 2: todas as vezes que eu me aventurei com chicletes desse tipo, obviamente, eu voltei a fumar depois. E voltei fumando mais.
"Sozinha, uma medicação que distribua nicotina no organismo do indivíduo não constitui uma terapia de cessação de fumar completa. Vários pesquisadores concordam que é 'fundamental que haja alguma forma de intervenção comportamental em todas as terapias para dependência de drogas'"

Óbvio que Ronaldo Laranjeira é famoso por ser, digamos, um pouco exagerado. Mas eu sei que para que minha tentativa dê certo, tenho que mudar meu comportamento.

Por isso, amanhã, eu começo na academia.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

(Anti)área de fumantes

A pintura tridimensional é bonita e engraçada, mas não me incomodaria.

A área de fumantes de onde eu trabalho é muito mais inóspita.








tirado daqui

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Leve vantagem você também - a lei de Gérson


Até o jogador de futebol Gérson, o "cérebro do time" que ganhou a Copa do Mundo de 1970, fez propaganda de cigarro.

A Lei de Gérson, aquela que prega que você deve tirar vantagem em tudo, é desdobramento da peça de televisão.

"Gosto de levar vantagem em tudo, certo", diz Gérson, o canhotinha de ouro, a certa altura.

Deve ter ficado rico com as palavras.

Vai um Winston ai?

A propaganda de cigarro nunca poupou as crianças. Ou podemos considerar Flinstones um desenho para adultos?

Nem é preciso saber inglês para ver o merchã que começa aos 25 segundos.

Aliás, nem precisa de som.

Propaganda de cigarro - "Qual cigarro você fuma, doutor?"



O vídeo é uma propaganda dos cigarros Camel de 1949.

A pergunta: Qual o cigarro você fuma, doutor?

A resposta é óbvia e a conclusão é que a propaganda de cigarro é uma coisa nojenta desde os primórdios.

Lembro bem de alguns comerciais de cigarro que passavam na década de 1980. Televisão aberta, note-se. Era uma galera bronzeada chegando ao alto do pico mais alto. Acho que gritavam alegremente, no ar uma vaibe do tipo: liberdade, indepêndencia e fôlego.

Mas nem precisa ser fumante para saber a expressão "no ar" não frequenta um blog de fumante. O cigarro NUNCA pode ser relacionado com fôlego.

Dicas para parar de fumar

Dicas para abandonar o cigarro publicadas no caderno Equilíbrio, da Folha de S.Paulo.
  • A melhor época para deixar o cigarro é: imediatamente. Não
    planeje abandonar o fumo no próximo aniversário, no início das férias
    etc. Essas são desculpas para postergar a tentativa. Se não é possível
    escolher uma data específica, estabeleça que, pelo menos antes que se
    complete um mês da tomada da decisão de parar, você começará
    efetivamente a deixar o cigarro, sem adiamentos.
Leia matéria completa, com outras dicas para parar de fumar

Pare de fumar

... fumando.

É assim que eu vou ficar rico. Vendendo um livo de auto-ajuda cínico para pessoas idiotas.
Não tem gente que emagrece comendo? ou fica rico sem trabalhar? Pois bem, eu vou investir em algo que conheço bem (parar de fumar fumando) apostando que mais gente pensa e tenta como eu.

Também pensei em um "Pare de fumar morrendo", mas parece que livro de auto-ajuda tem que ser otimista...

Como parar de fumar

Como eu já tentei parar de fumar e falhei:

Método Pavloviano (ou beliscão): Toda vez que você pensar com prazer em um objeto cilíndrico, branco e aceso, dê um beliscão no seu braço. Dessa forma, seu cérebro vai relacionar o cigarro a uma coisa ruim. Por que não funcionou: eu comecei a ter vontade de fumar quando o tênis começava a apertar no calcanhar.

Chiclete de nicotina: São horríveis, mas possuem alta dose da química que vicia. Por que não funcionou: Custam 1 real a unidade. Você deve substituir cada cigarro por um chiclé. Se o maço custasse 20 reais, você fumaria?

Copo d´água:
Ficou com vontade de fumar? tome um copo d´água. Por que não funcionou: é... me arrume um no ponto-de-ônibus.

Banho:
Tome uma ducha, é impossível fumar embaixo da água. Por que não funcionou: primeiro, que eu aprendi a fumar tomando banho, já que achava que o vapor ajudaria a esconder o vício da minha mãe. E o mesmo problema do de cima.

Substitua por outra coisa: sim, eu tentei com chocolate, mas obesidade também mata.

Parei de fumar

Parar de fumar é um dos maiores motivadores para quem quer escrever um blog.

É ótimo, por exemplo, para posts saudosistas:

“Hoje eu senti o gosto de pasta de dente… É tão legal e saboroso. Ainda vende Kolinos?”

Também é bom para mostrar o quanto você é invocado:

“Cara, quebrei maior pau no busão voltando do trabalho. Você acredita que o cobrador me deu uma moeda de 10 centavos amarela e outra prata. Putaqueopariu, tem nego que não tem noção do mundo mesmo!”

E incentiva até aquele estilo emo e ou gordo safado:

“Meu coração tá com um buraco… acho que eu vou comer uma porção de torresmo para preenche-lo.”

*

Eu estou usando chicletes de nicotina. Uma vez, por seis meses, eu consegui ficar longe dos cigarros e os chicletes ajudaram bastante no primeiro mês.

*

Doctor Drauzio Varela fala sobre a dependência de nicotina:

A crise de abstinência de nicotina

Tinha até esquecido o quanto sofre o fumante para largar do cigarro. Parei há 23 anos e já não me lembrava das agruras pelas quais passei até ficar livre da dependência de nicotina que me escravizou durante 19 anos. Ao gravar uma série para a TV com seis personagens que pararam de fumar num mesmo dia, no entanto, revivi meu sofrimento e pude observar as dificuldades dos dependentes diante da crise de abstinência de nicotina. (leia mais)

Consenso sobre abordagem e tratamento do fumante

Consenso sobre abordagem e tratamento do fumante
O tratamento do fumante no Brasil caracterizava-se até pouco tempo pela falta de consenso entre as várias entidades e profissionais da área da saúde quanto ao melhor método a ser utilizado. Em agosto de 2000, durante o I Encontro de Consenso Nacional de Abordagem e Tratamento do Fumante, organizado pelo INCA com a colaboração de outras instituições e especialistas do setor, finalmente estabeleceu-se como objetivo formular um documento único sobre as condutas a serem empregadas no tratamento do fumante no Brasil, considerando a abordagem cognitivo-comportamental, as terapias medicamentosas, os métodos alternativos e a abordagem para grupos especiais de pacientes.

Como ponto de partida para a discussão utilizou-se vários estudos internacionais de meta-análise sobre os métodos para a cessação do tabagismo. Assim, o documento de Consenso foi dividido em duas partes.

A primeira parte apresenta a fundamentação teórica das recomendações dos métodos de cessação do tabagismo; a segunda propõe a tradução das bases teóricas em uma forma prática e sistematizada, de modo a facilitar sua aplicação na rotina dos profissionais de saúde que se deparam com fumantes em busca de apoio para deixar de fumar.

As entidades e instituições participantes do Consenso foram o Conselho Federal de Medicina, Conselho Federal de Psicologia, Conselho Federal de Enfermagem, Associação Médica Brasileira, Associação Brasileira de Alcoolismo e Drogas (ABRAD), Associação Brasileira de Estudos de Álcool e Drogas (ABEAD), Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, Sociedade Brasileira de Cardiologia, Sociedade Brasileira de Cancerologia, Sociedade Brasileira de Psiquiatria, Universidade de São Paulo, Universidade Federal de Pernambuco, Conselho Estadual Anti-drogas do Rio de Janeiro, Centro de Tratamento e Recuperação de Adictos do Rio de Janeiro, Centro Nacional de Epidemilogia.

Veja o documento do Consenso Nacional de Abordagem e Tratamento do Fumante na íntegra.
fonte: Inca

Tabagismo no mundo

O tabagismo é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a principal causa de morte evitável em todo o mundo. A OMS estima que um terço da população mundial adulta, isto é, 1 bilhão e 200 milhões de pessoas (entre as quais 200 milhões de mulheres), sejam fumantes:  a dependência de nicotina é uma doença generalizada. Pesquisas comprovam que aproximadamente 47% de toda a população masculina e 12% da população feminina no mundo fumam. Enquanto nos países em desenvolvimento os fumantes constituem 48% da população masculina e 7% da população feminina, nos países desenvolvidos a participação das mulheres mais do que triplica: 42% dos homens e 24% das mulheres têm o comportamento de fumar.

O total de mortes devido ao uso do tabaco atingiu a cifra de 4,9 milhões de mortes anuais, o que corresponde a mais de 10 mil mortes por dia. Caso as atuais tendências de expansão do seu consumo sejam mantidas, esses números aumentarão para 10 milhões de mortes anuais por volta do ano 2030, sendo metade delas em indivíduos em idade produtiva (entre 35 e 69 anos) (WHO, 2003).

O INCA desenvolve papel importante como Centro Colaborador da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o Programa "Tabaco ou Saúde" na América Latina, cujo objetivo é estimular e apoiar políticas e atividades controle do tabagismo nessa região, e no apoio à elaboração da Convenção Quadro para o Controle do Tabaco, idealizada pela OMS para estabelecer padrões de controle do tabagismo em todo o mundo.
fonte: Inca